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domingo, 28 de setembro de 2014

Hey você, vegetariano! Você precisa comer aqui!

Se você é adepto do Folk Rock e suas vertentes, curte um bom atendimento e é vegetariano, tenho o prazer de apresentar o The Harvest Folk Bar.


Localizado na rua Inácio Lustosa, nº518, próximo às conhecidas baladas The Peppers e Wonka, e também ao Brooklyn Coffe Shop, o The Harvest Folk Bar é ilustrado por uma temática clássica do rock, sendo rico em materiais raros e artigos de honra colecionados por um dos sócios (Jardel),  composto por capas de CD assinados, ingressos de shows que marcaram épocas, além de uma TV que sempre está passando algum filme underground que só ajuda a enriquecer o ambiente, entre outros detalhes que te deixam imerso numa atmosfera folk.

Além de chef, Lou também esbanja talento na música
Se você é veg, assim como eu, tem a missão de provar as deliciosas opções vegetarianas. Por enquanto são apenas duas, porém o bar é novo e tem um futuro promissor.


O chef de cozinha é o habilidoso Lou Ann. Com larga experiência na área, Lou preparou o cardápio com muito capricho, tendo em vista impactar seus clientes assim que recebem o prato. A excelência é nítida, desde a montagem ao mix de sabores proporcionados pelo lanche.


Para quem, assim como eu, gosta de capricho e sabor, é dever experimentar estas novidades do mundo gastronômico curitibano.

Confira as delícias vegetarianas:

J.J. Cale
(clique para ver a foto ampliada)

J. J. Cale


Cream cheese, tomate seco, rúcula, champignon e palmito.

O J. J. Cale é servido em uma baguete de 23 cm, acompanhado de fritas.

Lanche que mata fome de leão!






Bolinho Vegetariano servido no pão d'água
(clique para ver a foto ampliada)

Bolinho Vegetariano


A massa do bolinho vegetariano é feita à base de pão e leite, defumada e aromatizada com especiarias diversas, cautelosamente escolhidas pelo chef.

O recheio é composto de queijo, tomate seco e champignon.

Também é servido no pão d'água, acompanhado de tomate, rúcula e queijo, como ilustrado na foto.








O The Harvest está aberto de segunda a segunda, sendo fechado apenas nas quartas-feiras. A entrada é free*! Enjoy!

*As vezes a entrada é paga devido ao couvert!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Curitiba recebe os gigantes do Hard Rock – Whitesnake/Aerosmith


  
O público curitibano teve a honra de receber duas das melhores bandas de hard rock de todos os tempos, em um dia que prometia muita chuva, barro, capas de chuva e eventuais resfriados no dia seguinte, mas a noite surpreendeu, em todos os aspectos.

           Escolhido para o local do show, o BioParque é como uma Mesopotâmia (mantidas as suas devidas proporções toscas), pois fica entre os rios Belém e Iguaçu, o que faz a sensação de frio aumentar consideravelmente por conta da umidade. Diferente do show do Ghost/Slayer/Iron Maiden (que também prometia chuva – Curitiba né?!) o clima não gelou o rosto dos fãs, alguns que estavam esperando na fila desde domingo de noite.

Bom, vamos ao que interessa...

                David Coverdale mostrou que ainda resta voz – E QUE VOZ – aos 62 anos. Começou agitando o público com um hit de mais de 25 anos, do álbum “Whitesnake”, “Give Me All Your Love”, sendo uma boa escolha para o prato de entrada. Todos cantaram em uma só voz os refrões dos maiores clássicos como “Love Ain’t No Stranger”, “Is This Love”, “Here I Go Again” e “Still of the Night”.



           Nada faltou no que diz respeito ao estilo, desde cabelos esvoaçantes, caras e bocas, roupas extravagantes, calças de couro, coletes abertos e até mesmo um duelo entre os guitarristas Dough Aldrich e Reb Beach, que fizeram o público delirar. Covardale esbanjou jovialidade, percorrendo o palco todo com uma camisa do Brasil semiaberta, sendo extremamente cordial, cativando a todos, reforçando o porquê de toda sua fama ao longo da carreira de quase 50 anos. Além dos solos virtuosos, também teve solo de gaita e de bateria.

             Visivelmente o vocalista do Whitesnake ficou um pouco incomodado com o fato de não poder utilizar a passarela exclusiva do Aerosmith, onde Perry e Tyler dominariam instantes depois, “Must have a fucking treasure here” disse ele, apontando para as pequenas barragens que o impediam de andar pela extensão frontal do palco.

                A apresentação foi perfeita e natural, fechando com clássicas do Deep Purple, "Burn" e "Stormbringer"  incluindo até mesmo os errinhos de notas e derrapadas no vocal, fazendo com que o público sentisse a veracidade da performance, o lado humano dos rock stars. Uma bela abertura para um verdadeiro espetáculo que viera em seguida.

Os monstros do rock ‘n’ roll invadem o palco e dominam o público do início ao fim

                As luzes se apagaram e o vídeo de introdução do show começou a passar nos telões, chamando a atenção de todos, esquecendo por um momento o palco, voltando os olhares para lá novamente apenas quando a apresentação apocalíptica – Global Warming Tour – teve fim, surpreendendo o público que teve a surpresa de ver Steven Tyler e Joe fucking Perry (como o vocalista o chamou ao final do show) praticamente no meio do público, na ponta da extensão frontal do palco, onde, para a felicidade dos fãs, permaneceram a maior parte do tempo.



                A música de abertura definiu a temática e expressão do show, “Let The Music Do The Talking”, deixando a música falar literalmente por duas horas. Assim como Coverdale, Steven Tyler demonstrou todo o amor que tem pela música, em todos estes anos de carreira em incessantes shows ao longo de quatro décadas. Com um visual extremamente glam, composto por chapéu, lenço no pescoço (que depois foi para a cabeça), óculos escuros, calça roxa colada, o vocalista do Aerosmith mostrou que ainda tem muita bala na agulha. Conhecido pelo meio musical por ter uma técnica impecável, dominou os agudos e sustentou as notas com virtuosidade.

               Infelizmente não estava presente o baixista Tom Hamilton, pois passou mal e teve que voltar ao país de origem, não podendo participar de nenhum dos shows da turnê no Brasil e em seu lugar teve o carismático David Hull da banda paralela de Joe Perry, a Joe Perry Project.

               “Pink”, um dos hits mais conhecidos da banda, foi a quinta música. No trecho ”Pink when I turn out the light”, o frontman colocou a mão em frente ao rosto, como se tivesse sustentando uma chama e soprou, fazendo com que todas as luzes do local se apagassem, fazendo o público delirar.

    Ao longo do show pegou uma bandeira do Brasil que o publicou jogou, colocou nas costas, dançou e se comportou como o rock star que é. Foi à parte de trás do palco e cantou um trecho da música “Living on the Edge” no meio de duas belas garotas e visivelmente tentou provocar um beijo a três que não foi recepcionado pelas moças.

Pouco antes de cantar “What it takes”, Steven expressou sua admiração pelo nome da cidade de Curitiba, falando quase como uma conotação sexual “It’s good to say that... show me your Curitiba” fazendo o público cair na gargalhada.


O público recepcionou tão bem os músicos que o bis teve 5 músicas, formando o ponto alto da noite, quando um piano foi levado à parte da frente da passarela, onde o Steven Tyler tocou “Dream on” e ao longo da música, Joe Perry subiu por uma mini escada no instrumento, concretizando a cena mais bela do espetáculo.

                Um show sensacional, digno de uma das bandas mais clássicas do rock 'n' roll.

Setlists:

WHITESNAKE

1) Give Me All Your Love
2) Ready an’ Willing
3) Love Ain’t No Stranger
4) Is This Love
5) Slide It In/Slow an’ Easy
6) Love Will Set You Free
7) “Steal Your Heart Away”
8) “Fool For Your Love”
9) “Here I Go Again”
10) “Still of the Night”
11) “Burn”/”Stormbringer”

AEROSMITH

1) “Let The Music Do The Talking”
2) “Love in an Elevator”
3) “Toys in the Attic”
4) “Oh Yeah”
5) “Pink”
6) “Dude (Looks Like a Lady)”
7) “Same Old Song and Dance”
8) “Cryin’”
9) “Last Child”
10) “Jaded”
11) “Combination”
12) “What it Takes”
13) “Livin’ on the Edge”
14) “I Don’t Wanna Miss a Thing”
15) “No More No More”
16) “Come Together”
17) “Walk This Way”

Bis:
18) “Dream On”
19) “Sweet Emotion”
20) “Crazy”
21) “Movin’ Out”
22) “Train Kept A-Rollin’”


domingo, 27 de janeiro de 2013

O autodestrutivo ser humano


Hoje presenciei uma das cenas mais caóticas da minha vida, com tantas cenas inescrupulosas que meu cérebro não conseguia absorver por inteiro, um caos definitivo. Não presenciei as cenas horríveis no Pré-carnaval do Largo da Ordem de 2012, mas acompanhei as notícias nos jornais e pelos posts nas redes sociais. Não tinha ideia do que é uma guerra civil até estar nela. Bom, vou descrever desde o momento em que cheguei neste pré-carnaval de 2013.

Ao chegar no Largo da Ordem, subindo pela rua da igreja, vi o China de esquina, que vende tubão, mais cheio do que nunca. Fontana e tubão na mão da galera, muita gente louca, cagando para a passagem dos carros, pelo respeito à mulher. Ao me aproximar do Cavalo Babão (local central do Largo, para quem não conhece), vi três corpos estirados. Dois virados de bruços e um virado para cima, cheio de sangue no nariz. Perto desses dois tinha um grupo de adolescentes vomitando aquele Fontana vermelho enquanto outro grupo distinto filmava com celulares, rindo da desgraça alheia.

Até encontrar meus amigos, vi duas brigas, covardia para tudo quanto é canto. A quantidade de destruição era tamanha que chegava a parecer normal. Gente andando por um lado da calçada, perto de uma briga, uns adolescentes vomitando, garrafas sendo quebradas, comércio de crack. Era muita gente e muito fervo. Quem disser que era meia dúzia de gente que estava avacalhando o evento estará mentindo. A porcentagem de gente que estava participando da diversão incoerente era enorme. Infelizmente uma das festas mais bonitas da cidade está atraindo um público muito triste, sádico.

Assim que encontrei meus amigos, todos já comentaram a respeito do caos evidente, que tinham visto gente apanhando, da mesma maneira que eu vi: gente sangrando, gente sofrendo. Não sou acostumado a ver esse tipo de coisa, sou do tipo que não gosta de ver UFC porque não gosto de ver briga, imagina só quando acontece dessa maneira. Certa hora nós fomos ao banheiro e no caminho vimos uma multidão correndo e ao fundo se ouvia o som das bombas de efeito moral e dos tiros de borracha. Comecei a correr e logo me perdi dos meus amigos e ao longo do trajeto até o ponto de ônibus, vi caras enfrentando a polícia, gritando “Pega eu!”.

Foi a primeira vez que vi um público tão positivamente envolvido com o caos. Muita gente rindo e se divertindo, como se tivesse acontecendo um espetáculo. Cheguei a pensar que era o fim do mundo, ainda mais depois de ter acontecido a tragédia em Santa Maria. Uma amiga postou no Facebook que já passou a hora do mundo acabar e tenho que concordar com ela. É tanta gente sem respeito que chegar a beirar o surrealismo. O código de honra virou artigo de luxo.

Ainda não sei de tudo que aconteceu para desencadear naquele inferno, mas digo que tinha muita gente que merecia. Imagina só uma fileira de carros tentando passar e um monte de criaturas balançando os veículos, a custa de nada, só pelo prazer de “apavorar”. Gente vandalizando carros sem qualquer ponta de consciência. Por causa de muitas pessoas aconteceu o que aconteceu. O Brasil precisa muito de educação, urgente! É preciso educar para que esse tipo de coisa mude, pois do contrário este apocalipse zumbi destruirá progressivamente toda a sociedade. A polícia está errada? E quem estava lá? A sujeira é uma só! Os eventos públicos estão virando um campo de batalha e o ser humano só está provando que é doente por destruição.

sábado, 22 de setembro de 2012

Somos cegos, surdos e mudos, mas foram eles que nos deixaram assim


   Estamos em pleno 2012, em um mundo globalizado onde se fala de acessibilidade e tecnologia. Era na qual a Apple é líder de mercado por ter como maior diferencial, a facilidade para manipular seus aparelhos, mostrando que todos estão cansados de complicações. Antigamente, quanto mais complicado, mais inteligente, pois de certa forma fazia de seus criadores e usuários, gênios. É uma grande pena que este novo conceito não tem se estendido a um assunto importante, a língua na qual todo cidadão deveria ser fluente, o conceito no qual todo cidadão deveria ter seu esclarecimento, a política. É uma grande pena que o brasileiro não entenda a política e neste post vou expor importantes informações a respeito do porquê vivemos esta realidade.

               Faz pouco tempo que comecei a me interessar de fato pelo assunto neste ano. Sou da opinião que política não é um dos assuntos mais legais, mas é necessário compreender sua importância. O fato de eu nunca ter me interessado anteriormente, deve-se ao fato de eu ter sido um cidadão despreocupado? Também.

Gostamos de informações fáceis de compreender, algo que consiga prender nossa atenção tornando o momento do estudo prazeroso. O grande problema é que os ensinamentos de política são passados como se não fossem tão importantes, não sendo um problema dos professores de filosofia/história e sim dos líderes do poder público que ditam o que é pertinente ou não o aluno aprender. Você já teve alguma aula na qual o professor ensinou o que faz o presidente, governador, prefeito, vereador, etc? Se sim, que bom, teve uma educação ao menos justa neste ponto, mas a maior parte dos brasileiros não teve esta oportunidade.

Semanas atrás estava pesquisando candidatos a prefeito e até tive sucesso na empreitada. Encontrei vídeos de debates no You Tube, a Gazeta do Povo contribuiu significativamente com as sabatinadas e com base nestas e em outras informações pude decidir meu voto. O grande problema que encontrei foi quando comecei a pesquisar sobre vereadores.

Para prefeito tudo bem, são só 8 e boa! Pude pesquisá-los um a um, no começo com certa dificuldade, mas aos poucos encontrei informações que posso chamar de centralizadas, como as sabatinadas já citadas. Quando verifiquei que o número de vereadores era 755, pensei “Bom, com tantos candidatos, deve ter algum portal com informações breves das propostas, fazendo com que o cidadão se sinta mais a vontade e possa escolher seu candidato.” Encontrei esse treco:

http://oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/67753/?noticia=vereadores-com-suas-propostas-para-a-juventude

Digo treco porque isso pra mim não serve de nada, a não ser pra ver qual candidata é mais gatinha ou algo idiota do tipo, porque sinceramente, olhem esta proposta:


 Não faço questão de riscar o nome do candidato porque este tem mesmo é que ter vergonha de como está se apresentando à população. Se a droga do jornal limitou em caracteres o campo, que, por favor, explique em miúdos (bem miúdos) algo sobre a proposta, algo que incite uma pesquisa mais afim. Lembrando que provavelmente estes pagaram pra estar aí já que não constam nem um terço dos candidatos.

Confesso que pensei assim porque na academia, através dos conhecimentos de marketing, estudamos que a informação importante necessita estar atrelada a acessibilidade, o que definitivamente não acontece na política. Não é a toa que pouca gente se interessa, afinal de contas, como tomar gosto por algo completamente desestruturado no quesito “acesso a informação”? O brasileiro mal gosta de ler, quem dirá ficar caçando informação sobre candidato.

Não sei até que ponto isso poderia ser feito, mas já que a gazeta tem toda uma estrutura sobre as eleições em seu portal, no mínimo deveriam constar as propostas de cada um, com um arquivo a ser disponibilizado para download ou algo do tipo. Pensei em um portal com informações genéricas de cada candidato, sendo prefeito ou vereador e um link para a proposta do cidadão, mas não, ao invés disso tem a informação da PORRA DO TIME DE FUTEBOL DO CARA...


Pode parecer exagero, mas é o tipo de informação que dá pano pra manga. A informação do time de futebol é importante? Lembram do último candidato que tinha como identidade o time de futebol? O tal Julião Caveira? Deixe-me refrescar vossa memória:




É, deu para ter uma ideia da merda que é votar em um cara por amor a camisa, né? Tem que ter amor a bandeira da sua nação, pois é ela que te fará dormir bem e acordar mais tranquilo para trabalhar, que lutará por seus direitos deixando em foco o combustível do ser humano, a qualidade de vida.

            Fico pensando que se tiver mesmo tudo isso que comentei, talvez fique fácil de identificar que são os canastrões da política. Os caras com grana e rabo preso têm medo de expor suas carreiras, seus históricos na rede. Como não temos “na mão” dados como: projetos prometidos x concluídos de candidatos a reeleição, histórico de negligências e gastos com o dinheiro público em besteiras destes, gargalos da sociedade que necessitam atenção e ademais informações baseadas em dados de instituições não partidárias, temos que provar que somos espertos e lidar com o que temos.

Os tempos estão mudando, nossa democracia já não é mais um bebê e agora a educação está bem acessível à maior parte da população, com faculdades de todos os preços possíveis, ensino a distância e etc. O senso crítico só é desenvolvido através de muito empenho e estudo, portanto faça sua parte como cidadão e seus filhos certamente agradecerão. O mundo não está perdido e quem diz que está é porque nunca tentou entender como funciona o sistema e é conformado com as decisões governamentais. Não temos nem trinta anos de democracia (considerando o conceito de democracia após o final da ditadura – 1985), portanto não é motivo para largar os bets, afinal de contas só tivemos gestão de três presidentes e ao que indica, estamos alargando nossos passos. Somos cegos, surdos e mudos, mas foram eles que nos deixaram assim e não vamos aceitar esta condição!

Vamos provar que não temos memória curta, que não nos esquecemos dos erros políticos e que buscamos renovação. Escolhemos muitos caminhos em nossa vida, mas já nascemos cidadãos e cabe a nós decidirmos o destino da nossa verba, o dinheiro é nosso e quem são os ditadores somos nós!